Três nomes ligados ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm sido citados como influentes nas posições adotadas pelo republicano em relação ao Brasil e, em especial, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornalista Cláudio Humberto em sua coluna Poder, Política e Bastidores, publicada em diversos jornais brasileiros.
Segundo Humberto, todos os três são norte-americanos e nenhum deles é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também mantém relação próxima com Trump. As supostas ações teriam relação com decisões e investigações conduzidas por Moraes nos últimos anos.
O primeiro citado é Martin de Luca, advogado do Trump Media Group, que comentou recentemente que a sanção imposta pelos Estados Unidos a Moraes — via Lei Global Magnitsky — foi direcionada exclusivamente ao ministro, sem atingir outros integrantes do STF ou familiares.
Outro nome é Jason Miller, conselheiro próximo de Trump. De acordo com a coluna, Miller teria sido retido por cerca de três horas na Polícia Federal quando esteve no Brasil, em 2021, a mando de Moraes. A reportagem, no entanto, não encontrou registros independentes que confirmem oficialmente essa detenção.
O terceiro é Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca e aliado político de Trump. Bannon mantém relação com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e, em 2019, reuniu-se com o filósofo Olavo de Carvalho nos Estados Unidos. Ele já fez críticas públicas ao STF e defendeu pautas associadas à direita brasileira.
Especialistas ouvidos por veículos internacionais apontam que a sanção da Lei Magnitsky a um ministro da Suprema Corte brasileira é um fato raro e simboliza um tensionamento diplomático incomum entre os dois países. Já as alegações sobre atuação direta desses assessores na formulação de medidas contra Moraes seguem sem confirmação oficial.