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CPMI do INSS cancela três depoimentos nesta segunda
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 04/03/2026 22:12
Politica

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O presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, não participou da sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta segunda-feira (02/03). Ele justificou a ausência alegando compromisso de viagem. A empresa pública, responsável pelo processamento de dados da Previdência Social, passou a ser questionada após declarações do senador Carlos Viana (Podemos-MG).

 

Viana afirmou haver indícios de falhas nos sistemas da Dataprev que “podem ter favorecido fraudes”, deslocando parte do debate para a governança e os mecanismos de controle dos sistemas digitais que validam descontos nos benefícios previdenciários.

 

Na mesma sessão, também não compareceram a ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral e o advogado Cecílio Galvão. As ausências ocorreram em meio à apuração de suspeitas de desvios estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

 

Aline, apontada como ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apresentou pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF). O processo foi distribuído à ministra Cármen Lúcia, enquanto a presidência da comissão avalia submeter à votação a possibilidade de condução coercitiva.

 

A convocação da ex-secretária tinha como objetivo esclarecer a estrutura de empresas relacionadas ao investigado e uma possível articulação com sindicatos e servidores. Segundo a Polícia Federal, os descontos teriam sido aplicados a aposentados e pensionistas sem autorização prévia, levantando questionamentos sobre fragilidades institucionais.

 

O advogado Cecílio Galvão também deixou de comparecer. De acordo com o relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ele deveria prestar esclarecimentos sobre contratos milionários firmados com associações sob investigação. Reportagem da CNN informou que Galvão não foi localizado pela polícia.

 

Diante das ausências, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito suspendeu três depoimentos considerados estratégicos, interrompendo uma etapa importante das investigações.

 

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