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CPI quebra sigilo de fundo ligado a Dias Toffoli e mira conexões com o Banco Master
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 21/03/2026 02:48
Politica

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Fundo Arleen, estrutura utilizada na aquisição de participação no resort Tayayá — empreendimento que mantinha ligação com a empresa Maridt, da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é sócio. A iniciativa, apresentada pelo senador Sergio Moro, tem como objetivo rastrear as movimentações financeiras do fundo, vinculado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e alvo de investigações da Polícia Federal.

De acordo com as investigações, em 2021 o fundo adquiriu a participação pertencente a Toffoli no resort por cerca de R$ 20 milhões. A operação ocorreu no mesmo período de transações classificadas como atípicas por órgãos de controle. Com a quebra de sigilo, a CPI busca superar decisões judiciais que barraram o acesso direto às contas da empresa do ministro, ampliando o escopo das apurações sobre eventuais conexões entre o caso do Banco Master, movimentações financeiras suspeitas e agentes públicos. Toffoli sustenta que a venda foi realizada a preço de mercado e nega qualquer vínculo com os investigados ou recebimento de valores irregulares.

 

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