Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, foi assassinada a tiros no último dia 14 de agosto, no Rio de Janeiro.
Natural de Tubarão (SC), ela ganhou notoriedade no crime organizado após integrar o Comando Vermelho (CV) e, posteriormente, migrar para o Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival.
Aos 30 anos, Eweline tinha ao menos três mandados de prisão em aberto, por tráfico e organização criminosa. Em 2023, foi presa transportando sete quilos de cocaína e também flagrada em confronto armado contra policiais.
Antes da vida no crime, trabalhou como revendedora de cosméticos e vendedora de trufas para custear os estudos. Após sofrer uma tentativa de feminicídio em 2022, mudou-se para o Rio, onde iniciou sua trajetória no tráfico.
Com mais de 90 mil seguidores nas redes sociais, usava vídeos para desafiar rivais e expor disputas internas. Poucas semanas antes de morrer, enviou recados ao rapper Oruam, preso por suposta ligação com o CV, e ao traficante Doca. Também acusou o CV de ter assassinado sua mãe, classificando o crime como “covardia”.
A morte de Diaba Loira ocorre em meio à guerra entre facções no Rio e reforça a exposição de criminosos que utilizam redes sociais como vitrine de poder e intimidação.