A pesquisa demonstra o potencial brasileiro diante da disputa mundial por minerais estratégicos e críticos. O Brasil pode estar diante de uma das maiores oportunidades estratégicas do século XXI: transformar sua extraordinária riqueza mineral em desenvolvimento econômico, industrialização e maior protagonismo internacional.
É o que demonstra um primoroso estudo do Coronel Márcio Carneiro Barbosa, publicado recentemente pela Revista Tópicos. Intitulado “Strategic and Critical Minerals: A SWOT Assessment of Brazil’s Competitiveness in Domestic and International Markets”, o trabalho utiliza a Matriz SWOT para avaliar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que envolvem o Brasil na disputa mundial pelos chamados minerais estratégicos e críticos.
A pesquisa chama atenção para um ponto fundamental: ter grandes reservas minerais não é suficiente. Para conquistar relevância internacional, o Brasil precisa investir em tecnologia, industrialização, agregação de valor e planejamento estratégico de longo prazo.
Minerais estratégicos e críticos são cada vez mais importantes para setores como tecnologia, energia, indústria de defesa e transição energética, passando a ocupar lugar central na geopolítica mundial.
O estudo conclui que o Brasil reúne condições para tornar-se um importante ator internacional na industrialização e no processamento de maior valor agregado de seus recursos minerais, desde que estabeleça estratégias adequadas e planos de ação permanentes (Revista Tópicos).
O trabalho representa uma contribuição relevante ao debate sobre o futuro econômico e estratégico do país e reforça uma questão essencial: como transformar a riqueza mineral brasileira em soberania, competitividade, industrialização e poder estratégico?
Leia o estudo completo acessando o artigo diretamente na Revista Tópicos:
“Strategic and Critical Minerals: A SWOT Assessment of Brazil’s Competitiveness in Domestic and International Markets” — Revista Tópicos
Quem é o Coronel Márcio Carneiro Barbosa
Márcio Carneiro Barbosa é Coronel Veterano da Arma de Engenharia do Exército Brasileiro, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Sua trajetória inclui experiências em Engenharia Militar, Operações de Paz, Logística, Defesa e Relações Internacionais.
Foi instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército; Oficial de Operações no Programa de Assistência ao Desminado Humanitário na América Central, na Nicaragua; Observador Internacional da ONU no Timor-Leste; Assessor do Conselheiro Militar da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York; e Comandante do 1º Batalhão de Engenharia de Construção e do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB).
Sua formação acadêmica reúne Ciências Militares, Relações Internacionais, Comércio Exterior, Administração Pública, Logística e Energias Renováveis, entre outras especializações.
Além do estudo sobre minerais estratégicos, Barbosa possui publicações sobre geopolítica, energia, hidrogênio verde, infraestrutura, relações internacionais e desenvolvimento econômico, reunidas em seu projeto Radar Internacional.
É autor do livro “A Transição Energética e a Descarbonização Mundial da Economia: A Contribuição e o Papel Estratégico do Ceará na Produção e Exportação de Hidrogênio Verde à Europa”.