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EM CONSTRUÇÃO
Pecém se consolida como principal rota de escoamento do agronegócio cearense
Ceara como posição estratégica nas exportações do Nordeste
Por Agostinho Alcântara
Publicado em 09/08/2026 09:04
Economia

 

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) firmou-se como a principal via de saída das mercadorias do agro cearense rumo ao exterior. Em 2025, mais de 3% dos principais produtos movimentados pelo terminal tiveram como destino outros países, segundo dados do próprio Cipp.

 

O destaque fica para as frutas: a Abrafrutas aponta que metade da produção nacional de frutas sai pelo Pecém. Em 2025, foram enviadas 190,6 mil toneladas de frutas, cascas de frutas cítricas e melões, alta de 14% sobre o ano anterior. Os principais destinos incluem China (cera de carnaúba), Egito (castanha de caju), Estados Unidos (água de coco, couros, flores, mel, pescados e sucos) e Países Baixos (frutas).

 

As exportações cearenses somaram US$ 498 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) em 2025, aproximadamente 1% do PIB estadual. Eduardo Brandão, da Abrafrutas, explica que a localização reduz o tempo de trânsito marítimo até a Europa, preservando a qualidade e reduzindo perdas de produtos perecíveis. O porto também escoa frutas de outros estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte, com a União Europeia recebendo cerca de 70% do volume exportado pelo país.

 

Amílcar Silveira, da Faec, destaca que o Porto de Roterdã detém 30% do Pecém e que a chegada da Transnordestina deve desenvolver o setor, especialmente no Sertão Central e Centro-Sul. Ele defende maior aposta na agroindústria.

 

Augusto Fernandes, da JM Negócios Aduaneiros, aponta a falta de recintos alfandegados (como os de Suape) e a escassez de câmaras frigoríficas — a primeira só foi aberta em 2025 —, o que encarece os itens agropecuários. Ele defende mais estruturas de armazenagem refrigerada e embalagens adequadas para reduzir perdas.

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